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RESENHA: AMAPÁ, ASPECTOS DE UMA GEOGRAFIA EM CONSTRUÇÃO

Livro: Amapá: aspectos de uma Geografia em construção Capítulos:·         Transformações especiais no Amapá: reflexos de uma economia em construção.
·         A produção do espaço Amapaense e a gestão  dos recursos naturais.
·         Agricultura camponesa e dinâmica de ocupação do território no estado do AmapáAno: 2005           Total de 57 páginas                Esta obra é o primeiro volume de um debate sobre o espaço amapaense, seu ângulo de abordagem abrange a área de interesse do Projeto de Pesquisa Percepções do Amapá, o qual conta com o apoio do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).                O autor                Jadson Luis Rebelo Porto é Doutor em Economia pela UNICAMP, Mestre em Geografia pela UFSC e docente do Curso de Geografia da Universidade Federal do Amapá. É autor diversos artigos sobre o Amapá e dos seguintes livros: Aspectos da ação do estado na fronteira amazônica: a experiência do Território Federal/Estado do Amapá (2005); Amapá: Aspectos de uma Geografia em construção, como organizador (2005); Amapá: Principais transformações econômicas e institucionais - 1943 a 2000 (2003) e; A Área de Livre Comércio de Macapá e Santana: Questões geoeconômicas (1999).  
Resenha do Capítulo 3. Capítulo 3: Agricultura camponesa e dinâmica de ocupação do território no estado do Amapá.        (Ricardo Ângelo Pereira Lima)                A agricultura no estado do Amapá se desenvolve basicamente de modo familiar, para o autoconsumo. Nos municípios de Ferreira Gomes, Porto Grande, Itaubal e Piririm é constante a plantação de mandioca (matéria prima para a fabricação da farinha de mandioca), arroz, milho, banana, abacaxi e laranja. A mandioca é o principal produto agrícola do Estado do Amapá, voltada para a alimentação de seu povo.               Em 1994 o estado do Amapá foi identificado com abundâncias de terras, para donde seriam atraídos camponeses com ou sem terras. Está grande demanda de migração para o estado, teve facilitação de políticos do Maranhão com bilhetes de ônibus e passagens de trem até Belém (PA), assim, desde a cidade de Belém, os camponeses embarcavam em navios em direção à Macapá, na busca das terras prometidas. Além de camponeses maranhenses, muitos paraenses também vieram rumo ao norte do País e se instalaram no Amapá, estes dois estados tem importância relevante no processo agrícola do Amapá, formando assentamentos próximos às lavouras e cultivando, como citado anteriormente, a mandioca, banana, arroz, e etc..               Muitos assentamentos foram criados pelo INCRA nos arredores das plantações, para facilitar o acesso dos camponeses ao seu ambiente de trabalho, podemos citar; CEDRO ll, CEDRO, NOVA VIDA e BOM JESUS, dentro desses assentamentos foram localizados mais de 99 lotes com chefe de família, cujo qual eram entrevistados para o colhimento das informações relevantes para este estudo.               Para a fabricação da farinha de mandioca, era necessário que a mandioca fosse ao forno, então, para que sejam feitos essas fornalhas, era necessário o desmatamento em grande massa da floresta local, com isso teve uma degradação forte nas redondezas, até que, os camponeses souberam armazenar mais madeiras e assim diminuíam a prática de desmatamento.               Como dito recentemente, a mandioca é muito importante para a agricultura do estado do Amapá, porém os agricultores locais não são devidamente pagos por estes serviços, uma vez que, os mesmos “aqueciam” o comercio local. Muitos eram obrigados a trocar alimentos plantados com outros alimentos de outros agricultores para que pudessem sobreviver, ou trabalhar em outras lavouras em troca de comida e abrigo, fato que não muda dos dias atuais, os poderes não dão condições para que o agricultor trabalhe de forma autônoma.               Com certeza esta obra será de extrema importância para se debater o espaço amapaense junto à comunidade deste Estado, bem como aos estudiosos da geografia regional. Das reduzidas obras que circulam no meio acadêmico local, as ideias aqui expostas serão aprimoradas nos debates em salas de aula, em seminários e servirão de consultas para outras análises sobre o Amapá e sobre esta a região amazônica. Elton Juracy Soares da Cunha, acadêmico do Curso de Geografia da Universidade Federal do Estado do Amapá -  UNIFAP.

Ibope aponta Roberto e Clécio no 2o turno


Pesquisa do Ibope divulgada há poucos minutos pela TV-Amapá indica que o segundo turno será disputado entre o atual prefeito Roberto Góes (PDT) e Clécio Luís (PSOL).
De acordo com a pesquisa, Roberto Góes tem 35% das intenções de voto e Clécio Luís tem 25%.
Em terceiro lugar está Cristina Almeida (PSB) com 14%, seguida de Davi Alcolumbre (DEM) que tem 10%,  Genival Cruz (PSTU) com 3% Evandro Milhomem (PCdoB) com 2%.
A margem de erro é de 4%
O Ibope entrevistou 602 eleitores no período de 3 a 5 de outubro. 3% disseram que votarão em branco ou nulo e 8% declararam estar indecisos.
A pesquisa foi registrada no TRE-AP sob o número 00010/2012.
O Ibope mediu também a rejeição dos candidatos.
Cristina Almeida, do PSB, tem a maior rejeição: 57% e Davi Alcolumbre, do DEM, a menor: 6%.
Roberto Góes tem 34% de rejeição, Milhomem tem 11% e Clécio e Genival 9%

A origem do Dia dos Pais

A origem do Dia dos Pais

Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.
Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.
Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.
A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).
No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.
Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia. 
Em outros países
Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.
Na Itália, Espanha Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.
Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.
Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.
Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.
Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.
Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.
Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.
Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.
Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.
África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.
Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva). 
Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito comemorada, nem que seja para dizer um simples "Obrigado Papai" !

Ministro cassa decisão que declarou ilegalidade de greve de professores e determina remessa dos autos ao TJ-BA


O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou a decisão do Juízo de Direito da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Salvador (BA), que havia declarado a ilegalidade da greve na rede pública estadual de ensino e determinado o imediato retorno dos professores e demais servidores da área de educação às suas atividades normais, sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 50 mil. O ministro determinou que os autos da ação civil pública que discute a greve sejam remetidos imediatamente ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), órgão competente para analisar a controvérsia.
A decisão foi tomada na Reclamação (RCL 13708) apresentada ao Supremo pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), que alegou que a decisão proferida pelo Juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador desrespeitou decisões do STF que determinaram a aplicação das Leis 7.701/1988 e 7.783/1989 ao exercício do direito de greve dos servidores públicos federais, estaduais e municipais, até que o Congresso Nacional regulamente o direito no âmbito do serviço público.
No julgamento dos Mandados de Injunção (MI) 670 e 708, os ministros do Supremo decidiram que se a greve estiver adstrita a uma unidade da Federação, a competência para julgar o dissídio será do respectivo Tribunal de Justiça (TJ). De acordo com o ministro Lewandowski, a decisão do Juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador está “em evidente confronto com os acórdãos apontados como paradigma, que são dotados de eficácia erga omnes [com validade para todos]”.
Quanto ao pedido feito pelo sindicato para que o ministro Lewandowski determinasse ao TJ-BA que aplicasse ao caso o rito da legislação especial de greve e não o da ação civil pública, o relator afirmou que “a Reclamação não pode, no intuito de garantir a autoridade das decisões do STF, ser utilizada para repreender preventivamente o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, órgão judiciário que, embora competente para a apreciação da controvérsia, ainda não se manifestou, de modo inaugural, nos autos da referida ação civil pública”.
Embora não tenha acolhido esse outro pedido, o ministro considerou a situação lamentável. “Trata-se de fato de todo lamentável, considerando-se, sobretudo, que o movimento grevista ora mencionado já perdura por quase três meses, sendo certo que a judicialização do conflito deveria se mostrar caminho seguro para uma desejável conciliação entre as partes, além de assegurar o equilíbrio necessário entre o exercício do direito constitucional de greve, previsto no artigo 37, VII, da Constituição Federal e a garantia da continuidade da prestação dos serviços públicos de importância capital para a população, como é, seguramente, a educação”, concluiu.
A Reclamação foi julgada parcialmente procedente, apenas para cassar a decisão de primeiro grau e determinar sua imediata remessa ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, onde deverá “ser originariamente processada e julgada à luz do que contido nas Leis 7.701/1988 e 7.783/1989, tudo em conformidade com os acórdãos prolatados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção 670/ES, 708/DF e 712/PA”. O pedido de liminar foi julgado prejudicado.

Protesto

Professores ignoram decisão judicial e decidem manter greve


Depois de quatro horas reunidos em assembleia ontem, o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá decidiu pela manutenção do movimento mesmo sob multas e sanções administrativas. A paralisação completa hoje, 49 dias.



Em uma tumultuada reunião ontem (6), na quadra da Escola Estadual Gabriel de Almeida Café, os professores do Estado decidiram manter a greve, que hoje, completa 49 dias. Sob forte tensão e discursos acalorados, a categoria analisou a decisão judicial que considerou – pela segunda vez - o movimento ilegal e manteve a deliberação de ignorar a justiça.

Durante a assembleia geral, o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap) assumiu a multa imposta pelo Tribunal de Justiça – R$ 10 mil por dia – e garantiu que recorrerá às instâncias superiores. Os professores também aceitaram o corte no ponto, anunciado pelo Governo do Estado – para quem se recusar a retornar a sala de aula.
Foram cerca de quatro horas de muita tensão. Era visível no rosto de cada professor, a exaustão pelos 49 dias de greve. Mas logo, foram reanimados por Rui Oliveira, representante da greve dos professores estaduais da Bahia, que já dura 58 dias. Eles também enfrentam processo de judicialização com o governador baiano, Jaques Wagner (PT). Por telefone, Oliveira, falou da importância de os profissionais “resistirem a esses governos autoritários”.


Cobertura jornalística
Os ânimos exaltados chegaram a impedir o trabalho da imprensa. Indignada, a repórter Ilziane Launé declarou em uma emissora de rádio – durante transmissão ao vivo – que cercearam o seu direito à informação. “Chamaram seguranças a fim de me retirar do local e arrancaram minha credencial. Providências judiciais estão sendo tomadas”, disse.


Briga na Justiça
A greve foi considerada ilegal dessa vez pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) em decisão colegiada proferida em sessão na manhã de ontem (6). O julgamento do Agravo de Instrumento Regimental ingressado pelo Sindicato saiu em menos de 24 horas após a assessoria jurídica recorrer da decisão do desembargador Raimundo Vales que mudou de ideia, em 1º de junho, ao conceder liminar favorável ao Governo do Estado.
Em 10 de maio, o magistrado proferiu decisão favorável à greve dos professores por entender que o movimento é constitucional. Como não houve avanço nas negociações com o Governo e a paralisação das atividades perdura há mais de 40 dias, Raimundo Vales, decidiu pelo retorno imediato dos educadores à sala de aula, sob pena de multa diária fixada em R$ 10 mil a partir de 48 horas após a notificação.


Mandado de segurança
A assessoria jurídica do Sinsepeap vai entrar com mandado de segurança para anular os efeitos das sanções administrativas cabíveis ao Governo do Estado. Entre elas, a devolução de professores, punições por abandono de trabalho, cortes no ponto dos profissionais e a exoneração de professores em estado probatório. Max Alves, um dos advogados do Sindicato, garantiu que “é possível reverter esse quadro”. Ele informou à classe, que o Sindicato vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).
 via:A Gazeta.

Professores mantêm greve mesmo com liminar da justiça


A categoria deverá realizar uma assembléia geral na quarta-feira. Na ocasião será discutida a possibilidade do sindicato entrar com recurso na Justiça para manter a luta em prol do piso nacional.

A greve dos professores continua mesmo depois do desembargador Raimundo Nonato Fonseca Vales ter aceitado o agravo regimental interposto pelo Governo do Estado considerando o movimento abusivo. O Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap), que pagará multa de R$ 10 mil por dia, vai recorrer da decisão. Os servidores decidirão os novos passos do movimento na assembleia-geral extraordinária marcada para amanhã (6), às 16 horas, na quadra do Colégio Amapaense (CA).



Os professores estão com as atividades paralisadas há quase 50 dias, pleiteando como ponto central das reivindicações um reajuste salarial que os coloquem no patamar do piso nacional da categoria, a que tem direito nos termos da Lei Federal nº 11.738/2008, ainda não implementada pelo Estado. O reajuste necessário para o cumprimento da lei do piso seria em torno de 33%, ao passo que reivindicam, por hora, apenas 20%. Como o Estado não concede o percentual mínimo exigido, acaba ocasionando discordância dos professores em aceitar as propostas da administração estadual.


Na última proposta do governo (conforme rodada de negociação do dia 22 de maio), o reajuste aumentaria de 15,56% para 16,56% para toda a categoria, ou se manteria os 15,56% para todos e somaria a isso índices diferenciados para os professores que não atingissem o piso nacional. O Sinsepeap não aceitou. O governo usou esse fato na Justiça para alegar ter voltado à mesa de negociação e ofertando anda mais. “Porém, de outro lado, a categoria dos professores com diminuída sensibilidade e a tudo recusando”, alegou a defesa do governo.


O governador Camilo Capiberibe juntou na ação judicial cópia de documentos provando ter enviado projeto de lei à Assembleia Legislativa fixando um reajuste remuneratório complementar correspondente à diferença entre os atuais vencimentos e o piso nacional da categoria dos professores, em modo a que nenhum deles perceba remuneração inferior ao piso. Apresentou fatos amplamente divulgados pela mídia local (imprensa, rádio, TV, redes sociais etc) desqualificando o movimento grevista.


O presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo, fez um clamor ao Judiciário para que compreenda a reivindicação da categoria. “Estamos lutando por cumprimento de lei, estamos aqui defendendo nosso pão, o aluguel, as margens de consignações. Somos a maior categoria do Estado, que não se rende e nem se vende aos caprichos do poder. Temos que estar mais unidos porque a luta é em prol de todos”, concluiu.


Sindicato discorda do tratamento dispensado à categoria
O Governo do Estado se mantém momentaneamente satisfeito com a decisão da Justiça. Mas os professores não se acomodarão e prometem recorrer da decisão para manter a greve. Durante a reunião ocorrida na manhã de ontem, na Praça da Bandeira, a categoria repudiou a atitude do governador Camilo Capiberibe em buscar diversos meios de comunicação para difundir que a greve é ilegal.


O presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo, comentou que todos os dias são julgadas centenas de ações, cujos resultados não são divulgados na imprensa. “Conosco foi diferente”, disse. Chamou a atenção do presidente o valor da multa imposta pela Justiça a cada dia de greve (R$ 10 mil). Aroldo lembrou que há pouco tempo solicitou à Justiça a retirada de uma propaganda enganosa do governo, pois denegria o contracheque dos servidores públicos tentando passar a mensagem que estavam com o salário no topo.


“Na verdade, até hoje não chegamos ao patamar divulgado pelo governo. A multa imposta ao Executivo pelo descumprimento da ordem foi de apenas R$ 500. Agora quando tornaram a greve ilegal, a multa nos imposta foi de R$ 10 mil. Para os médicos que não estavam cumprindo os plantões foi de R$ 6 mil”, comparou Aroldo.


Mesmo assim, os professores esperam que a Justiça aja como mediadora para que se tenha um desfecho favorável para ambas as partes. “Já que um membro da Justiça se posicionou dessa forma, então ela pode também contribuir como mediadora para que as negociações sejam retomadas. A Justiça olhou para o aluno, mas também precisa observar a questão dos trabalhadores”, opinou o professor Rui Valdo.


Segundo Rui Valdo, o reajuste de 8% linear está garantido, e haverá uma complementação. “Isso não é bom no nosso entendimento porque só vai dar reajuste diferenciado para quem não atingiu o piso. É claro que a tendência é manter o piso, mas por outro lado vai quebrar a isonomia da tabela salarial”, discordou. A tabela salarial é composta por classes e padrões. Quando se joga um diferencial a mais só numa classe (no caso a classe “A”), a isonomia da tabela é quebrada. Por isso as negociações têm que ser retomadas.
Via: A Gazeta. 

Moção de apoio à greve dos professores


Nos últimos quarenta dias os professores e professoras do Estado do Amapá têm sido exemplos de luta, ao denunciar à sociedade o descaso com que vêm sendo tratadas as escolas públicas e seus bens humanos e materiais. Nesse ínterim reivindicam um direito assegurado em Lei, que é o piso salarial da categoria. Um piso salarial cujo valor ainda é insuficiente para assegurar um padrão mínimo de qualidade de vida aos profissionais da educação, e que não serve como estímulo para atrair novas pessoas ao magistério. Essa política fragiliza a escola pública amapaense. Há um desmonte da educação pública brasileira desde a educação infantil até a educação superior, tendo como princípio básico a desvalorização dos professores e dos seus salários. Não bastasse essa política de desvalorização, o Governo do Estado do Amapá e seus Secretários de Estado tentam deslegitimar, criminalizar e jogar a sociedade contra os professores que ao longo dos anos tem tirado dinheiro do próprio bolso para manter o mínimo de qualidade em suas aulas.
Nós, setores da esquerda desse Estado, estamos diariamente na luta e apoiando irrestritamente a greve dos professores do Estado. Num Estado com um dos maiores índices de corrupção e onde os corruptos continuam ocupando cargos importantes, não podemos admitir a criminalização justamente do movimento dos professoresda justeza da causa, defendemos, junto com os companheiros da Educação do Estado, que sejam atendidas todas as suas reivindicações e nehuma medida punitiva ou burguesa seja apresentada àqueles que são dignos de respeito. Na luta companheir@s da Educação do Estado do Amapá, todo apoio e de todas as formas!
CSP CONLUTAS/AP; SINDUFAP; SINSTAUFAP; SINDISAÚDE; SINCOTRAP; DCE/UNIFAP; MANDATO DO VEREADOR CLECIO VIEIRA; PSTU; CST/PSOL; ANEL; COLETIVO CONTRAPONTO; COLETIVO VAMOS À LUTA; REGIONAL NORTE II DO ANDES-SN

Grevistas garantem que cheque foi mais uma tentativa de desarticulação do movimento


Professores

Grevistas garantem que cheque foi mais uma tentativa de desarticulação do movimento

Na tentativa de desmoralizar a greve dos professores, alguns jornais divulgaram que o Poder Legislativo estaria financiando a greve. A prova apresentada foi um cheque sem nenhuma assinatura.


Jorge Cesar

Foto: Jorge Cesar
Comissão dos Professores Federais se perguntam como o cheque vazou do Ministério Público
Com a finalidade de enfraquecer o movimento de paralisação dos professores, alguns órgãos de imprensa publicaram ontem, que o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap) havia recebido R$ 30 mil da Assembleia Legislativa. A importância teria sido repassada por meio de um cheque do Banco do Brasil, datado de 21 de maio de 2012, com o carimbo do presidente da Casa, deputado Moisés Souza, e do 1º secretário da Mesa Diretora, deputado Edinho Duarte.

A prova de que essa acusação não procede está no próprio cheque, pois não se encontra assinado, ou seja, não tem nenhuma validade. Na verdade o recurso seria repassado por meio do Convênio nº 009/12, entre a Assembleia Legislativa e o Sinsepeap, tendo como finalidade bancar os custos da comissão dos professores federais que lutam pelo retorno do Plano Collor (84,32%), em viagens à Brasília. O cheque estava pronto para ser assinado, mas foi entre os documentos levados pelo Ministério Público e a Polícia Civil durante a Operação Eclésia, que teve como objetivo procurar provas de ilícitos administrativos praticados na AL.

Os membros da Comissão dos Professores Federais ficaram indignados com a atitude de alguns meios de imprensa em insinuar que a Assembleia Legislativa tinha repassado R$ 30 mil para custear a greve dos professores do Estado, deflagrada em 19 de abril. “Para conseguir o apoio do legislativo para bancar os custos da viagem à Brasília, a comissão teve que elaborar um projeto. Agora aparece essa denúncia de que o dinheiro que nunca vimos foi repassado ao sindicato. Ao verificar o extrato da conta do Sinsepeap constatamos que essa notícia não é verdade porque esse dinheiro não foi depositado”, relatou o presidente da Comissão dos Professores Federais, professor Mair Furtado de Melo.

A Operação Eclésia apreendeu diversos documentos na Assembleia Legislativa, mas jamais poderiam ser mostrados porque não passaram por perícia para constatar alguma irregularidade. Os professores foram contra o vazamento do cheque, pois deveria estar em segurança juntamente com os demais documentos que chegaram a ocupar três salas, conforme divulgado pelo Ministério Público do Estado (MPE). “Aproveitaram para mostrar o cheque como se estivéssemos fazendo alguma ilegalidade. Isso não poderia acontecer porque ninguém está praticando coisas desonestas. Estamos apenas representando em Brasília os nossos colegas professores na luta pelos direitos”, ressaltou o professor Furtado.

A Comissão dos Professores Federais espera ainda receber o recurso do convênio assinado com a AL para custear as despesas em Brasília. “Lá faremos um lobby e conversaremos com os ministros e deputados federais para formar um grupo forte e unido em defesa dessa causa”, frisou Furtado. Muitos professores federais que recebiam o Plano Collor acabaram vítimas de situações vexatórias em relação à saúde e ao financeiro, pois foram acometidos por osteoporose, depressão, câncer, perderam carros, cancelaram a matrícula de filhos e netos em escolas particulares.

Causou espanto à Comissão dos Professores Federais a situação provocada pela falsa notícia. Até porque o próprio Governo do Estado chegou a conceder três passagens para a comissão na primeira viagem à Brasília. Além do Sinsepeap e do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsef) no Amapá, a comissão recebeu também apoio dos vereadores Nelson Souza e Luizinho, deputado Bruno Mineiro e do advogado Pingarilho. Como apoio aos professores federais e repúdio à tentativa de desmoralizar o Sinsepeap e a Assembleia Legislativa, os grevistas fizeram na manhã de ontem um abraço simbólico no prédio da Secretaria de Estado de Educação (Seed).
A Gazeta.

39 dias sem aula.Piso salarial é lei. E lei é pra ser cumprida.


“Governo sabia desde 2011 que entraríamos em greve e não fez nada pra evitar”, diz Aroldo Rabelo

Segundo o Sinsepeap, o comando de greve passou sete meses protocolando ofício no Palácio do Governo para ser recebido, o que só ocorreu em fevereiro deste ano.


Maiara Pires

Foto: Maiara Pires
Assembleia geral / Proposta de 16,56% foi analisada pela categoria na última sexta-feira (25). Governo só volta a negociar com os professores na sala de aula

A comissão de greve dos professores formaliza esta semana à mesa de negociação o resultado da assembleia geral realizada na última sexta-feira (25), na quadra do Colégio Amapaense. Por 3.210 votos a favor e 367 contra, os profissionais decidiram manter o movimento que completa hoje 39 dias. A categoria recusou a proposta de 16,56% de reajuste apresentada pelo Governo do Estado.

O Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepap) se defende dos questionamentos da população por tanto tempo sem aula. “Se os alunos estão fora da sala de aula, a culpa não é do professor. O direito à educação é constitucional. Mas quem tem que garantir é o Estado. E essa garantia passa pelas condições de trabalho e valorização dos profissionais que atuam diretamente com a educação”, presume o presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo.

Para a categoria, o governador Camilo Capiberibe poderia ter evitado a greve se os tivesse recebido ainda em 2011. “Depois de sete meses protocolando ofício no Palácio do Governo, só em fevereiro de 2012, fomos pra mesa de negociação. Ou seja, ele sabia que iríamos fazer essa mobilização. Porque não nos recebeu antes?”, questiona Rabelo.

Os professores recuaram da proposta de 33% que garantiria o piso nacional e apresentaram 20% de reajuste. No fim da assembleia geral de sexta-feira, Aroldo Rabelo chegou a afirmar à Gazeta que a categoria aceita até 19%. Mas ontem (28), o governador Camilo disse que a mesa de negociação só será retomada se os professores voltarem às salas de aula. O Sindicato ainda não se pronunciou sobre a declaração do gestor amapaense.
A Gazeta